domingo, 10 de maio de 2009


PT PROPAGA CULTURA DA MORTE


Valter de Oliveira




Notícias recentes mostram a escalada da cultura da morte na América do Norte, na América do Sul (com os chamados governos bolivarianos), e no Brasil do governo Lula.

Em nosso país, fiel a seu programa ideológico, o governo petista, com forte apoio de organizações nacionais e internacionais, está profundamente decidido a tentar aprovar uma legislação abortista. Não importa o fato de termos aproximadamente 70% de brasileiros contrários à matança de inocentes. Ou melhor, exatamente porque entre nós a rejeição ao aborto é tão forte o governo – que já é apoiado por grande parte da mídia - decidiu gastar o dinheiro do contribuinte para tentar levar a opinião pública a mudar seu ponto de vista. A proposta herodiana é apresentada de modo desonesto. E a razão é simples: em nome do direito à saúde da mulher se viola o mais sagrado direito humano: o direito à vida.

Dois vídeos que recebemos mostram como o Ministério da Saúde está empenhado em propagar a defesa do aborto.

Clique para assistir aos vídeos.

http://www.youtube.com/watch?v=pJyF1VCVDfk&feature=related



Fim do Silêncio... ou Grito Silencioso?


http://www.youtube.com/watch?v=84DLsyns_gc


Convidamos a todos que nos lêem a lutar cada vez mais em defesa dos verdadeiros valores humanos.




5 comentários:

Carlos H. Barth disse...

Prof. Valter,

Rotular o aborto como hediondo em toda e qualquer situação é tão impraticável como o oposto: Torná-lo compulsório em toda e qualquer gravidez. Ambos são pontos de vista simplistas, extremistas, com certo tempero maniqueísta oriundo da sua simploriedade e impraticáveis em uma sociedade complexa como a nossa.

Profª Sonia Rosalia disse...

Carlos

Não há como não considerar hediondo um crime como o do aborto. Você viu o segundo vídeo? Você viu o que se faz com o bebê totalmente indefeso e sem chance alguma diante da morte violenta?
Não há o que justifique tal atrocidade. Nunca. Toda vez que você pensar no problema da mulher ou adolescente que está grávida e quer fazer um aborto, lembre do que será feito com a criança.
Assassinar uma criança cruelmente como se faz em abortos clandestinos ou pseudo legalizados (como se pudéssemos legalizar o assassinato de um inocente só porque a lei permite) não é uma forma simplista de ver as coisas.
Alguém tem que lutar por essas crianças. Não podemos nos calar diante dessas feras que, além de tudo, querem matar usando nosso dinheiro.
Dê uma olhada no vídeo e procure na internet algumas fotos de crianças mutiladas por abortos.
Um grande abraço...

Carlos H. Barth disse...

Profa Sonia,

Se o objetivo é debater um assunto tão polêmico quanto o aborto, é bom estabelecer alguns pontos antes, caso contrário serão apenas palavras ao vento, sem diálogo. Principalmente porque qualquer um que não use o discurso politicamente correto de considerar o aborto um crime hediondo a priori é visto como um ser humano de péssimo caráter, também a priori.

Me posicionei contra o rótulo de hediondo quando aplicado de maneira absoluta, em toda e qualquer situação. E apenas isso. Leis criminalizando o aborto em toda e qualquer situação (mesmo estupro e gravidez de risco) não irão parar as "feras" que realizam abortos clandestinos, ao contrário.

Vejamos o caso recente da menina de 9 anos grávida de gêmeos. Ela poderia abortar e garantir sua saúde ou levar adiante uma gravidez com altíssimas chances de morte. Escolha dura: Abortar ou largar a menina à própria sorte? Mesmo que com acompanhamento médico? Duas escolhas hediondas, sem dúvida. Um posicionamento absoluto resolve ou ajuda esse tipo de situação? Não.

Nos diferentes estágios de crescimento de um ser humano, somos capazes de reconhecê-lo empiricamente apenas após algum tempo passado dos estágios iniciais. Antes disso, precisaremos da ciência para nos dizer se um embrião em um tubo é de um equino ou de um ser humano. Porque comento isso? Porque a percepção humana importa, e muito. Se estamos diante de um embrião, alguém precisa nos avisar que aquilo pode se tornar uma criança, se estamos diante de uma criança, concluímos isso por conta própria.

Claro que se este embrião estiver em um útero humano, saberemos que não se trata de um equino. Qual meu ponto então? Meu ponto é que há momentos em que posicionamentos absolutos simplesmente não servem de orientação. Se você tiver que escolher entre a vida um embrião humano e uma menina de 2 anos de idade, qual escolheria? Que critérios usaria? Se absteria de tal escolha e deixaria a natureza seguir seu curso? Não é o mesmo que largar a mãe à própria sorte? Seria isso menos hediondo? Novamente a escolha não é entre um posicionamento hediondo e outro politicamente correto. Infelizmente, a escolha, quando posta em palavras, é ainda mais dura do que parece: Qual destas duas vidas é mais relevante para a sociedade?

Você mesma usou de apelo a imagens chocantes para defender seu ponto de vista, pergunto então: O que seria mais chocante para as mães envolvidas no exemplo citado acima. Aparecer com uma criança no colo e informando que um embrião in vitro morreu, ou o contrário?

Novamente: Não busco tornar todo e qualquer aborto éticamente aceitável. Ou mesmo dizer que a sociedade está acima de valores básicos como o direito à vida. Busco apenas defender meu ponto de que posicionamentos absolutos em relação a temas como esse simplesmente não servem de orientação por não nos dar escolhas. A vida nos exige muitas escolhas de vida e morte... um posicionamento absoluto leva à negação de escolhas (como alguns religiosos queriam fazer com a menina de 9 anos, deixando a natureza seguir seu curso no melhor estilo "boa sorte, não cabe a mim decidir se você vive ou morre") ao invés da assunção de uma responsabilidade.

O absolutismo diante de perguntas difíceis nos dá uma falsa sensação de justiça. Falsa porque, na verdade, apenas nos abstemos de responder a pergunta.

Abraços,

Fernando disse...

Defendeu bem seu ponto de vista o Sr. Carlos, embora tenha fugido do tema proposto: é inaceitável financiar com dinheiro público um trabalho de mudança da opinião pública sobre o aborto, tema tão controverso e desaprovado pela maioria da população. Quanto ao seu segundo comentário, parece-me que o senhor partiu de duas premissas erradas: (1) a menina de nove anos fatalmente morreria se gravidez seguisse seu curso; e (2) o embrião não é ser humano ("Você mesma usou de apelo a imagens chocantes para defender seu ponto de vista, pergunto então: O que seria mais chocante para as mães envolvidas no exemplo citado acima. Aparecer com uma criança no colo e informando que um embrião in vitro morreu, ou o contrário?").

Carlos H. Barth disse...

Fernando,

Realmente. Infelizmente, na ânsia de me fazer entender, acabei fugindo do tema real proposto pelo Prof. Walter. Peço desculpas por isso.

No entanto, discordo de seus comentários. Me referi a probabilidade altíssima, o que é diferente da certeza subentendida no termo "fatalmente", que você usou. Critiquei o ato de expor, deliberadamente a menina a riscos de vida altos.

Também não disse que o embrião não é um ser humano mas que nós, humanos, não conseguimos percebê-lo empiricamente como tal antes de determinado estágio de crescimento. O que isso significa? Que o apego humano a um bebê se formando, quando podemos ver cabeça, olhos, boca, pernas e braços é diferente do apego humano a um amontoado de células que só sabemos tratar-se de um ser humano devido conhecimento científico. Por isso fiz a pergunta de como as mães de cada um se sentiriam. Para demonstrar a força de tal apego e para demonstrar que é impossível tomar tal decisão sem levar esse apego em consideração. Com base nisso, afirmei que um posicionamento absoluto não ajuda a determinar o que seria melhor em todas as situações. Note que, implicito nesta abordagem, está o fato de eu ser contra o aborto mas apenas a partir de determinado estágio. Qual estágio? Esse sim, em meu ver, deve ser o verdadeiro debate no que tange a ética e o direito.

Por isso, não vejo de forma negativa que a legislação permita o aborto em determinados casos, visto que um posicionamento absoluto gera injustiça.