sexta-feira, 19 de novembro de 2010

VOCÊ GOSTA DE ÓPERA?



Se a sua resposta foi SIM, vai gostar muito do que vai ouvir.

Se a sua resposta foi NÃO, assista ao vídeo.



DIA EUROPEU DA ÓPERA EM PAMPLONA. UMA SURPRESA AGRADÁVEL, NUMA TARDE DE PRIMAVERA, QUE PARECIA SER UM DIA COMO OUTRO QUALQUER...




Clique:



sábado, 30 de outubro de 2010

PROMESSAS DO PRESIDENTE LULA







Podemos confiar nelas?





Valter de Oliveira


Nosso presidente é um homem curioso. Loquaz, espontâneo, tem o dom de convencer muitos de seus ouvintes. Também adora fustigar veementemente o que afirma ser hipocrisia de quem o critica. Vocês se lembram quando ele afirmou que em nosso país não há ninguém mais ético do que ele?

Passemos dos “papos” aos fatos.

A questão da liberalização do aborto não é de hoje. Lula, como a candidata Dilma, se diz católico e pessoalmente contra o aborto. E jura que diz a verdade.

Carta do presidente a todos os bispos do Brasil - 8 de agosto de 2005


“Reafirmo nosso compromisso com a afirmação da dignidade humana em todos os momentos e circunstâncias e com a rigorosa proteção do direito dos indefesos. Nesse sentido quero, pela minha identificação com os valores do Evangelho, e pela fé que recebi de minha mãe, reafirmar minha posição em defesa da vida em todos os seus aspectos e em todo o seu alcance. Nosso governo não tomará nenhuma iniciativa que contradiga os princípios cristãos, como expressamente mencionei no Palácio do Planalto”.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República Federativa do Brasil (1)

A promessa de Lula foi cumprida?


1. No mesmo mês de agosto o presidente enviou carta à ONU reconhecendo a prática do aborto como direito humano... (ver p. 30 do documento da Comissão em Defesa da Vida da regional sul 1. da CNBB com a citação da carta de nosso governo)

2. Em 27 de setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91 com o objetivo de liberalizar o aborto contradizendo tudo o que havia sido afirmado pouco antes sob juramento...

3. Documentos de 2006 e 2007 reiteram o apoio do governo e do PT à causa pró-aborto. Pior: o 3º Congresso Nacional do PT (de 31 de agosto a 2 de setembro confirma o empenho do partido nesse sentido afirmando que a resolução tem caráter obrigatório para todos os membros do PT. Como diz o texto da Comissão de Defesa da Vida: “Ninguém,portanto, a partir de setembro de 2007, pode candidatar-se pelo PT sem estar de acordo com a descriminação do aborto”.

A situação mudou com a atual eleição?



Nem um pouco. As declarações de Lula, Dilma e do PT só enganam a quem, misteriosamente, nega sistematicamente a verdade. E aqui não estamos a julgar a consciência de ninguém. Estamos expondo fatos. Entre eles publicamos o texto do Diário Oficial da União (2) com financiamento governamental a entidade que tem por objetivo descriminalizar o aborto.

Triste, senhor presidente, muito triste. Que nome o sr. daria a tal tipo de atitude?


Notas

1. fonte: Contextualização da Defesa da Vida no Brasil. Como foi planejada a introdução da cultura da morte no país. Comissão em Defesa da Vida da Diocese de Guarulhos, Comissão em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté, Membros da Comissão em Defesa da Vida da Regional Sul-1 da CNBB, p. 37,38. Ver em:


RECOMENDAMOS VIVAMENTE A LEITURA DESSE PRECIOSÍSSIMO DOCUMENTO.


2. Ver artigo no site mundoemfoco: Governo Federal contrata assessoria para legalizar aborto no Brasil



Para mais informações sobre o assunto leia





sábado, 16 de outubro de 2010

EM DEFESA DE D. ALDO
CARTA ABERTA AOS MOVIMENTOS SOCIAIS DA PARAÍBA

Prezados senhores dirigentes dos movimentos sociais da Paraíba

Saudações

Li o manifesto dos senhores de repúdio a D. Aldo Pagotto. Apesar de conhecer a ousadia de alguns movimentos sociais não imaginei que chegassem ao extremo de pedir a repreensão de um arcebispo da Igreja Católica por discordar dos senhores em pontos específicos de política e economia. Vejamos algumas acusações:

1. D. Aldo é acusado de agir “em desacordo com as orientações pastorais da própria CNBB – desacata inclusive orientações de dioceses da Paraíba”

Resposta

1. Como ensina o cardeal Ratzinger a CNBB – por mais méritos que possa ter em sua atuação, é um organismo burocrático, não faz parte da estrutura docente da Igreja. O bispo, senhor de sua diocese, responsável por seus fiéis diante de Deus, não tem nenhuma obrigação jurídica ou moral de seguir um posicionamento da CNBB que ele, em sua consciência, julga não estar correto, quer técnica, quer doutrinariamente.

2. Conforme a doutrina católica o princípio da colegialidade não impõe a nenhum bispo a obrigação de seguir a orientação de prelados de outras dioceses. “Os bispos são, cada um por si mesmo, princípio e fundamento da unidade nas suas igrejas particulares” (LG 23). O poder que possuem “é um poder próprio, ordinário e imediato”. (LG 27). (1).Ele deve estar em união com o Papa e em conformidade com o magistério da Igreja.

O conceito de colegialidade defendido pelos senhores nada tem a ver com o que é ensinado pela Igreja. Basta olhar o Catecismo de João Paulo II.

O pretenso espírito democrático expresso pelos senhores reflete outra coisa, aliás, errônea e perigosa: reflete o chamado centralismo democrático segundo o qual, quando uma assembléia decide um tema, não se pode mais divergir do que foi decidido. É o que vimos no episódio pelo qual o PT suspendeu os deputados Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC) que continuaram criticando a descriminação do aborto mesmo após o partido ter fechado questão sobre este ponto. Para manter seus cargos tiveram que se desfiliar e procurar outros partidos.

É bom lembrar que o chamado centralismo democrático é o conceito marxista leninista de democracia. Nele não pode haver objeção de consciência. Obedece-se e pronto. É tirânico. Não tem nada de verdadeiramente democrático e menos ainda de católico.

2. Os senhores dizem que D. Aldo desrespeita a pedagogia de Jesus em favor dos mais necessitados

Resposta

Seria preciso provar que a posição do bispo em matéria da questão da propriedade está em desacordo com a doutrina social da Igreja. Não li nenhum argumento dos senhores neste sentido. Só há invectivas. Lembrem-se: ao acusador cabe o ônus da prova.

Sabemos que movimentos sociais como o MST defendem claramente o socialismo e pregam a abolição da propriedade privada dos meios de produção. O Sr. Stédile, que representa uma facção do movimento, defende inclusive, como ele declarou na TV e por escrito, que é necessária a reforma agrária em propriedades grandes, ainda que produtivas. Dá para entender, a partir disso, a manchete do artigo de D. Aldo.

É uma mentira que a aplicação do socialismo é mais favorável aos mais necessitados da sociedade. Isso só é “verdade” no mundo da propaganda manipuladora. O socialismo de Stalin levou à morte mais de 25 milhões de camponeses – os antigos kulaks – deportados para lugares terríveis na URSS. Qual o crime deles? Ter produzido muito!... Este foi o socialismo real. No que o socialismo do sr. Stedile difere do que concretamente existiu?

3. Conforme os senhores D. Aldo critica e desestimula as iniciativas que visem promover a justiça social, a dignidade e organização do Povo dos Pobres... as CEBs, a grande maioria das Pastorais Sociais e até padres comprometidos com a causa dos pobres.

Resposta

A Igreja sempre defendeu – e defende – toda atividade realmente a favor da justiça e da dignidade humana. Toda iniciativa que tenha esses objetivos – e que, portanto, devem estar conforme o direito natural e a doutrina social da Igreja devem ser apoiados e estimulados.

Ora, o que a assessoria de D. Aldo afirma – e tem razão – é que em nosso país muitos movimentos sociais afastaram-se da verdade para seguir ideologias relativistas e socialistas. Prova disso? Muito simples: o apoio dado por muitos movimentos sociais ao PNDH 3 proposto pelo PT; plano que defende a descriminação do aborto, aprovação da lei da homofobia, legalização da prostituição, união civil de homossexuais e muitos outros pontos que se chocam com a doutrina católica e o direito natural. É o que a CUT e o MST, que assinam o documento dos senhores contra D. Aldo, afirmam claramente no documento que citamos em nota. (2) O que há de católico nele? Nada. Muito pelo contrário.

Uma questão para os senhores, o que é mais: A vida ou a propriedade?

As encíclicas papais sempre criticaram violentamente os abusos do capitalismo. Sempre ensinaram que trabalho não é mercadoria. Sempre exigiram que o trabalhador fosse tratado com dignidade.

Todos sabem que os movimentos sociais criticam severamente o sistema econômico liberal. Certas críticas são verdadeiras; outras, absolutamente falsas.

A Igreja nos ensina que a propriedade é um direito natural secundário e a vida um direito natural primário. Este é superior àquele.

O homem comum sabe disso. Todo homem sensato, diante de um ladrão que o assalta, prefere entregar a carteira ou o carro do que correr o risco de perder a vida.

Ilógicos são aqueles que dizem defender a justiça ao promover a partilha (ou eliminação?) da propriedade e apóiam governos e outros movimentos que afirmam que a vida não é um direito natural inalienável. Pior: não só não se incomodam que se proponha a descriminação do aborto, mas ainda assinam declarações de apoio ao aborto.

Os movimentos sociais e pastorais da Paraíba podem mostrar a D. Aldo que o receio quanto à ortodoxia católica dos senhores é infundada. Basta promoverem grandes passeatas em favor da vida. Aliás, deveriam ter feito isso em Aparecida, no último dia 12 de outubro. Deveriam ter bradado contra todos os que defendem ou pregam a cultura da morte: PT, PSOL, PCdo B, e, porque não dizer, setores do PSDB e de partidos ditos liberais que rejeitam obstinadamente o direito natural.

Os senhores estão dispostos a fazer isso? Estão dispostos a lutar pelo principal direito humano? Se não lutarem pelo bem maior é porque o menor é falso. É só pretexto para afundar o Brasil num laicismo socializante fadado a aprofundar nossos males sociais e nos deixar ainda mais afastados de Deus.

Movimentos sociais e Plínio de Arruda Sampaio

No debate na Band Plínio disse que falava como representante dos movimentos sociais. Disse a verdade ou mentiu?

O que tem defendido Plínio e seu partido?

Laicismo que rejeita símbolos religiosos em locais públicos, lei da homofobia, casamento homossexual, liberalização do aborto, negação da propriedade dos meios de produção. Se ele disse a verdade ao dizer que os representa está confirmado que os senhores estão empenhados em aprovar a cultura da morte e um tipo de economia que há mais de cem anos é condenado pela doutrina social da Igreja. Nesse caso D. Aldo tem toda a razão em não colaborar com os senhores. Nenhum cristão sério colabora para a implantação de uma sociedade anti-cristã.

Cabe agora aos senhores continuarem o debate. Se é que estão dispostos a isso.

Se querem realmente ser católicos sejam fiéis à doutrina social da Igreja. Toda ela. Não apenas ao que julgam conveniente.

Que o bom Deus os ajude.

Atenciosamente,

Valter de Oliveira


Notas

1. RATZINGER, Joseph. A fé em crise? O Cardeal Ratzinger se interroga. São Paulo, EPU, 1985, p. 40). Ver também nosso artigo em defesa de D. Cristiano.


2.
Nota Pública em defesa do III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3)

É avanço na luta por direitos humanos em defesa da democracia, dos direitos humanos
e da verdade.

As entidades e militantes dos Direitos Humanos e da Democracia de São Paulo-SP juntam-se ao Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), rede que reúne cerca de 400 organizações de direitos humanos de todo o Brasil, para manifestar publicamente seu REPÚDIO às muitas inverdades e posições contrárias ao III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), e seu APOIO INTEGRAL a este Programa lançado pelo Governo Federal no dia 21 de dezembro de 2009.

(...)

Juntamente o ao MNDH, ainda que explicitando alguns outros detalhes que envolvem a integralidade do PNDH 3, nós, organizações, movimentos e militantes de São Paulo, entendemos que as reações veiculadas pela grande mídia comercial, com origem, em sua maioria, nos mesmos setores conservadores de sempre, devem ser tomadas como expressão de que o Programa tocou em temas fundamentais e substantivos, que fazem com que caia a máscara anti-democrática destes setores. Estas posições põem em evidência para toda a sociedade as posturas refratárias aos direitos humanos, ainda lamentavelmente tão disseminadas, e que se manifestam no patrimonialismo - que quer o Estado exclusivamente a serviço de interesses dos setores privados; (...) no patriarcalismo - que violenta crianças e adolescentes, e serve de alicerce para o machismo - que mantém a violência contra a mulher e sua submissão a uma ordem que lhes subtrai o direito de decisão sobre seu próprio corpo (como o direito ao aborto), lhes impõe salários sempre menores que os dos homens, ou a situações de violência em sua própria casa; no racismo - que discrimina negros, indígenas, ciganos e outros grupos sociais; nas discriminações contra outras orientações sexuais que não sejam apenas a heterossexualidade (considerada o único padrão de “normalidade” em termos sexuais) - estigmatizando a homossexualidade (masculina ou feminina), a bissexualidade, os travestis ou transexuais, e todas as demais manifestações de homoafetividade - o que impede o reconhecimento dos casamentos, ligações e constituição de famílias fora das “normas” (atualizadas ou não) do velho patriarcado supostamente sempre heterossexual, monogâmico e monândrico (...).

Juntamente com o MNDH, também manifestamos nosso apoio integral ao ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi (...)

Em suma, como organizações da sociedade civil, o MNDH e nós, que vivemos e militamos em São Paulo, estamos atentos e envidaremos todos os esforços para que as conquistas democráticas avancem sem qualquer passo atrás.

São Paulo, 14 de janeiro de 2010.


Movimentos, Organizações e Militantes pelos Direitos Humanos de São Paulo


LISTA DE ENTIDADES QUE SUBSCREVEM ESTA NOTA PÚBLICA

Excluímos grande parte delas. Deixamos, A CUT e o MST e as que, só pelo título, se mostram claramente contra a moral católica


ABGLBT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS
COLETIVO DE FEMINISTAS LÉSBICAS
CUT - CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
FRENTE NACIONAL PELO FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DA MULHER E PELA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO
LBL - LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS
MST - MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA

Caso o leitor queira ver o texto e a lista completos acessar:


terça-feira, 7 de setembro de 2010


OS PRESIDENCIÁVEIS E O ABORTO





Valter de Oliv
ei
ra


Apresentamos a nossos amigos a opinião dos presidenciáveis encontrada em órgãos da mídia.

Após a exposição das idéias de cada um teceremos breves reflexões.

1.
“Até agora, nenhum dos três principais candidatos à presidência defendeu mudanças na atual legislação sobre o aborto. Em junho, durante entrevistas concedidas à imprensa em Porto Alegre, Dilma Rousseff, declarou que aborto é uma questão de saúde pública. "Um governo não tem de ser a favor ou contra o aborto. Tem que ser a favor de uma política pública", afirmou. "Aborto não é questão de foro íntimo meu, seu, da Igreja, de quem quer que seja. É uma questão de saúde pública." Nestes termos, segundo a ex-ministra, o “aborto para ser possível tem de estar previsto em lei”.


Comento:

Saúde pública é um eufemismo para evitar dizer que apóia o aborto. E ela sabe que é programa do PT e ser contra o aborto é

motivo de expulsão do partido. Também sabe que faz parte do ideário do Consenso de Brasília fomentado e apoiado pelo PT. Consenso que Lula se comprometeu recentemente a propagar pela América Latina.

A preocupação com a saúde da mãe não se estende ao feto. Ele é simplesmente esquecido, descartado. Coerente com a ideologia feminista radical que o considera, sem nenhuma base científica, simplesmente como parte do corpo da mãe.

Em suma: a mulher deve ter direito de abortar correndo menos riscos.



2.
Serra afirma que não quer mudar a legislação existente. Eis o que declarou “em maio, no programa do Ratinho: "Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na Legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso.

Como governo, eu não vou tomar essa iniciativa”, declarou o tucano”.





Comento:

E caso alguém tome a iniciativa qual será sua posição? Se o Congresso aprovar um projeto de lei abortista o candidato irá vetá-lo? Por que não declara que faria isso? Por que não afirma que qualquer projeto abortista nega o mais fundamental dos direitos humanos? Por que não dizer que uma eventual “lei” que elimine inocentes fere a Convenção de S. José da Costa Rica, assinada pelo Brasil, na qual lemos que o direito à vida começa na concepção?


3.

Marina Silva se declara pessoalmente contrária à legalização, mas sugere a realização de uma consulta à sociedade. "Essa é uma responsabilidade do Congresso Nacional, mas considero que uma questão tão complexa e importante como essa deve ser decidida diretamente pela sociedade, através de um plebiscito", afirmou a candidata do PV”. (1)

Comento:
Lamentável, simplesmente lamentável. A candidata é contra a legalização baseada em qual princípio? Se considera que a vida humana desde a concepção é um direito inviolável, como aceitar que um plebiscito possa revoga-lo?

Absurdo. Marina Silva toma a posição de Pilatos que condenou um inocente. Cristo morreu devido a um plebiscito!


4.


De Plínio de Arruda Sampaio encontramos a seguinte afirmação:

“Apóio o movimento em favor da descriminalização do aborto porque, evidentemente, a lei atual demonstrou ser, não apenas ineficaz, mas claramente perniciosa, uma vez que obriga as mulheres a recorrer a pessoas despreparadas e inescrupulosas para interromper uma gravidez indesejada.” (2)


Comento:

É xérox piorado da candidata Dilma.

Intitulando-se católico não tem a mínima consideração para o que a Igreja diz sobre o tema. O que os Papas afirmam sobre moral não lhe interessa. Não aceita que a Igreja combata publicamente o aborto. Ela não teria o direito de influenciar a sociedade com seu ensinamento, pois o Estado é laico. É o filho que amordaça a mãe...

Tudo lógico. Quem apóia relativistas que negam o direito natural esquece que o respeito e o amor pela Igreja estão incluídos no quarto mandamento.



Esses são nossos principais candidatos. O que fazer? É possível aplicar nesta eleição para o Executivo o princípio do mal menor?

É tema para outro artigo.





sexta-feira, 27 de agosto de 2010



GLOBO, BAND, PRESIDENCIÁVEIS





Valter de Oliveira




No ultimo dia 06 de agosto tivemos o primeiro debate entre os candidates à Presidência da República. Que tristeza! Pobreza dos contendores. Pobreza da mídia cada vez mais conivente com o poder dominante.

O velho Estadão perdeu os dentes, esqueceu os velhos ideais democrático-liberais. Não sabe ou não quer mais fazer verdadeira oposição. Ou pelo menos retratar a realidade do melhor modo possível.

Na opinião do jornal tivemos um debate amistoso: "O primeiro debate entre os candidatos (...) surpreendeu pelo tom amistoso com que se trataram os participantes". Reconhece que ele foi "monótono" mas empenha-se em mostrar que foi "uma discussão sem ataques pessoais, jogadas ensaiadas de marketing e frases feitas destinadas a causar impacto na audiência eleitoral". Depois disso o artigo alinhava de modo tranqüilo o que foi dito por cada um dos candidatos. E no meio resolve dizer que "houve um certo amadurecimento da disputa eleitoral". A atuação dos candidatos foi, diz o articulista, um convite ao sono dos expectadores. Sono tão forte, dizemos nós, que se fez presente no próprio artigo do Estadão...

Já a Band teimava em dizer que o debate foi mais uma contribuição para nossa democracia. Nem uma explicação sobre o fato de se fazer um debate às dez da noite em noite de final de Libertadores...

A Globo - que se apresenta como defensora da democracia e da conscientização política de nosso povo - deu um jeitinho de transferir o jogo do São Paulo para as dez da noite...Parece que não convinha um possível fiasco de D. DIlma diante da audiência global.

Houve também quem propagasse com alegria o grande desempenho do Sr. Plínio de Arruda Sampaio. Repetir velhos e demagógicos chavões e chamar Marina de Polliana é, para certa mídia, um exemplo esfuziante de sagacidade...

E o nosso povo, o que pensa?

Entre as pessoas mais simples e até da classe média uma parte estava atenta ao jogo. Outra já tinha ido dormir. É preciso acordar cedo para ter o pão de cada dia. Menos de 3% dos expectadores assistiu os quatro presidenciáveis.

Leitores de jornal - em geral mais bem informados - viram a realidade melhor do que a mídia. Li a opinião dos leitores do Estadão. Dão um banho de visão política em jornalistas e analistas que se esqueceram da verdadeira missão da mídia.

Selecionei apenas 4 delas. Muitas outras poderiam ser citadas.



Extrema delicadeza



Como eleitor e cidadão brasileiro, fiquei decepcionado com o debate promovido pela Band. Não sei se foi engessamento por parte da emissora ou da assessoria dos candidatos, pois o que se viu foi uma delicadeza extremada dos dois principais concorrentes. Entendo que os brasileiros precisavam ouvir, com firmeza e em detalhes, o que a candidata do governo tem a dizer sobre o envolvimento do PT com as Farc e com o MST e sobre o programa de governo com relação à liberdade de imprensa e todas as formas de comunicação. Ninguém abordou esse tema! Por quê? Foi medo de enfrentar a petista? Medo por quê, se ela estava tremendo e gaguejando? Foi uma pena!

JOÃO MAGRO VENTURA


São Paulo



Partida provinciana


Como esperável, nosso "homem cordial" preferiu o embate entre o glorioso Tricolor Paulista e o combativo Colorado gaúcho ao debate dos presidenciáveis. Não perdeu muito. O modorrento confronto só foi quebrado por algumas pedaladas démodés de Plínio de Arruda Sampaio, cuja notória inteligência parece haver sido enterrada sob os escombros ideológicos dos anos 60. O que causou mais espécie foi a absoluta irrelevância a que os candidatos e os próprios jornalistas relegaram os temas internacionais e as desastradas intervenções do governo brasileiro no campo das liberdades públicas e dos direitos humanos em suas relações com os outros países, como, por exemplo, a ameaça global - e, por evidente, aos brasileiros - que hoje representam as ditaduras de Coreia do Norte e Irã. Enfim, o futebol da Libertadores preponderou sobre uma partida provinciana.


AMADEU R. GARRIDO DE PAULA


São Paulo




MUDANÇA DE DATA


Parabéns, Rede Globo! Vocês alcançaram o objetivo. Com a força que têm, conseguiram mudar a data do jogo entre São Paulo e Inter (noticiado em 17/6/2010) e o resultado foi o Ibope de 28 a 5 para a Globo. É claro que o povão (e não estou nem falando dos que recebem a bolsa-esmola) prefere assistir a uma semifinal (com gosto de final) de Libertadores a um debate para presidente. Com isso a candidata chapa-branca continuou pouco conhecida por aqueles que podem fazer a diferença na hora do voto. Quem conhece a situação da dívida que a Globo tem com o BNDES não pode imaginar que tenha sido mera coincidência a mudança da data. Eu não me lembro de ter visto, nos últimos 15 anos, uma semifinal de Libertadores envolvendo clube brasileiro ser disputada em outro dia diferente de quarta-feira.


Sergio Luis dos Santos


São Paulo




BURRICE E MENTIRAS


Dilma mentiu de novo: o DEM não recorreu contra o ProUni, mas sim contra o racialismo da proposta. Quem chamava as diversas "bolsas" do governo FHC de "esmola" era Luiz Inácio Lula da Silva, que depois as fundiu no Bolsa-Família. É fato, e está gravado em vídeo. Sobre o PSDB não ter tido projeto para o País, alguém deveria lembrar a Dilma o Plano Real. O jornalismo brasileiro precisa, com urgência, abdicar do simples "aspismo", sob pena de parecer apenas burro.

Conclusão sobre o debate dos presidenciáveis na Band: as TVs brasileiras não sabem fazer um programa de debates. Este modelo praticado no Brasil, engessado, burocrático, cheio de regras, mais se parece com uma sabatina mal feita. Não existe nenhum debate de ideias, de fato, nem há sequer tempo hábil para desenvolver qualquer discussão. É tudo muito superficial, limpinho, vazio e chato.


M. Cristina da Rocha Azevedo





É preciso dizer mais alguma coisa?



Nota: Se o leitor quer ler um texto mais acadêmico sobre o debate político brasileiro leia o artigo de Heitor de Paola "Eleições no Brasil, uma piada" no "Mídia sem Máscara".






Alegria (por Javier Velazco)


Em meio a tantos problemas que nos envolvem no dia a dia, uma bela música para refletirmos sobre o papel da alegria em nossas vidas.


segunda-feira, 19 de julho de 2010


É MELHOR CORRER RISCOS DO QUE DEIXAR DE VIVER


Sonia Rosalia Refosco de Oliveira


Se você pensa que essa frase foi dita por Amyr Klink ou Reinhold Messner está muito enganado. A pessoa que disse isso, entretanto, é tão corajosa, tão aventureira quanto o grande navegador brasileiro ou o famoso alpinista ítalo-austríaco.

A história de Eliana e Paulo que moram há 40 anos no Hospital das Clínicas de São Paulo poderia ser, a princípio, uma história triste, de muito sofrimento e angústia. Esses heróis da vida real, contudo, sabem que são muito mais do que pernas e braços, são seres humanos extraordinários, com sonhos a serem realizados, com sorrisos a serem distribuídos, com a alegria contagiante de quem sabe que a vida é o maior dom de Deus e que não podemos desperdiçá-la com lamentações e tristezas.

Eliana e Paulo são os únicos sobreviventes da última grande epidemia de paralisia infantil ocorrida na década de 70. Por motivos maiores residem no Hospital desde o início da doença. Lá, estudaram e formaram-se no Ensino Médio, mas os sonhos continuam, porque a vida deve ser bem vivida em todas suas fases e momentos.

Gostaria de ressaltar, nessa história encantadora, a importância dos funcionários do HC de São Paulo na vida dessas pessoas. Quando o trabalho é feito com amor e dedicação, temos as consequências claras e visíveis transbordando nos gestos e rostos de todos. Como é dito por Eliana, esses funcionários "são como família" e família não mede esforços para ajudar e fazer crescer em todos os sentidos. Sem eles tudo seria muito mais difícil. Parabéns a esses funcionários exemplares que sabem o valor do trabalho e, especialmente, do ser humano.

Assistam ao vídeo e façam suas próprias reflexões sobre a vida, o que é importante, o que nos traz a paz e o que nos dá felicidade.



segunda-feira, 5 de abril de 2010


A BUSCA DA PERFEIÇÃO




Percival Puggina

A proximidade da Páscoa me trouxe à mente história ouvida há muitos anos. Construía-se alhures, na Baixa Idade Média, uma grande catedral. A obra já elevava suas torres e lançara seus arcobotantes. Verdadeira multidão de operários se ocupava das cuidadosas tarefas de acabamento. Um pavilhão fora especialmente construído, próximo dali, para outro importante trabalho, que exigia quietude e concentração especiais. Era o atelier dos escultores das imagens que iriam apontar as devoções a que o templo estava destinado.

Um transeunte resolveu penetrar na intimidade daquele recinto. Tendo identificado o mestre escultor, aproximou-se e contemplou o que fazia. Era a estátua de uma figura humana de porte soberbo, entalhada em fino mármore. Quedou-se ali, silencioso, acompanhando a meticulosa tarefa cujos detalhes – o rigor do artista bem o indicava – ainda ocupariam longas semanas. Lá pelas tantas, atreveu-se a indagar: “Essa é a imagem que irá para o altar-mor?” O escultor voltou-se para ele como quem emergisse de profunda concentração e contestou: “Não, este é um dos doze apóstolos que serão colocados ao longo do alinhamento mais elevado da cobertura”.

O visitante não pode conter seu espanto e voltou a interpelar: “Nesse caso, as imagens ficarão a grande altura do solo e jamais poderão ser apreciados os detalhes nos quais o senhor tanto se detém e que longo tempo ainda lhe irão tomar”. A resposta do escultor veio rápida, encerrando em duas palavras a sabedoria de uma parábola: “Ele verá!”

Ouvi essa história há muitos anos, mas a curta resposta do escultor ainda ecoa em minha mente: “Ele verá”. Tanta contradição entre ela e os critérios do mundo! Quantas vezes dedicamos nosso esforço e zelo buscando a perfeição nas coisas dos homens (e é bom que assim façamos) sem que nada semelhante, em zelo e esforço, reservemos para as coisas de Deus? Bem ao contrário, para Ele costumamos deixar migalhas das sobras do tempo e os restos da nossa vitalidade.

Entre as muitas esculturas que surgem como obras de nossas próprias mãos encontramo-nos nós mesmos. E aqui, quase sempre, a busca da perfeição é deixada de lado: “Somos como somos” costumamos dizer, desleixados e desatentos em perceber que a santidade é a catedral que mais agrada a Deus, a obra que se eleva acima dos telhados mundanos, e cujo campanário repica a glória do Senhor que tudo vê.



_____________________
* Percival Puggina (65) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezena de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo e de Cuba, a tragédia da utopia.

Fonte: puggina.org