Marcelo Guterman
Observação do blog: Já postamos este artigo no FB. Contudo, tais são a clareza e propriedade do texto que decidimos colocá-lo em nosso blog. Merece ser guardado (V. O.)
Marcelo Guterman
Observação do blog: Já postamos este artigo no FB. Contudo, tais são a clareza e propriedade do texto que decidimos colocá-lo em nosso blog. Merece ser guardado (V. O.)
Valter de Oliveira
Valter de Oliveira
O que ela disse.
O que os jornais
disseram...
Dia 22 de fevereiro p.p. a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos defendeu a posição do Brasil diante de vários problemas que causam preocupação em todo o mundo.
Claro está que um ministro que
fala por seu país procura dar sua versão dos fatos e do que está realizando.
Pode fazer um discurso perfeito. Também pode dourar a pílula. Pode exagerar ou
fazer omissões. O bom jornalismo daria clara ideia do que foi falado por nossa
representante. A partir daí poderia ser feita uma análise crítica do que foi
dito. Nada mais justo e democrático.
Já o mau jornalismo pinça dois
ou três pontos e os expõem de modo a provocar antipatia no leitor em relação ao
governo.
Eis a manchete da Globo: “Damares
defende na ONU “vida desde a concepção” contrariando legislação brasileira
sobre aborto”.
É o caso de perguntar ao
jornalista e ao editor:
1.
É proibido a um governo ou a um cidadão que
critique abertamente certas leis
existentes em um país?
2.
Tal crítica é conforme à democracia?
3.
Governos democráticos não procuram eliminar
leis injustas? Não procuram melhorar as boas?
4.
Se uma lei fere direitos humanos deve
permanecer só porque é lei? Passam a ser cláusulas pétreas?
Agora vamos ver um pouco mais
do que foi dito pelo Globo
“A ministra da
Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, reiterou internacionalmente
a posição do governo do presidente Jair Bolsonaro contra o direito ao aborto.
Em pronunciamento online feito nesta segunda-feira (22), na 46ª sessão do
Conselho de Direitos Humanos da ONU, Damares disse que o Brasil continuará
"firme" na defesa "da vida a partir da concepção"
A seguir o jornal tira suas conclusões da fala do governo em defesa da
vida:
“A fala reforça ao
mundo a posição do governo de extrema-direita do Brasil e de movimentos
religiosos fundamentalistas que usam o conceito de "vida a partir da
concepção" para perseguir o direito ao aborto, mesmo nos casos já
previstos em lei”
Aqui, seguindo a narrativa da esquerda internacional, o Globo considera
que eu, você e o Papa Francisco somos de extrema direita e fundamentalistas.
Extremistas que ousam se opor a uma lei abortista ou a uma decisão abstrusa do
STF...
Que jornalismo!
A partir daí o Globo deixa de noticiar e passa a
procurar justificar o aborto. Diz ele:
“No Brasil, o
Código Penal de 1940 permite o aborto nos casos de gravidez decorrente de
estupro ou se a mulher correr risco de morte. Em 2012, o Supremo Tribunal
Federal (STF) descriminalizou o aborto em caso de anencefalia fetal”.
Depois de dar números de abortos infantis no Brasil o jornal volta ao
discurso da ministra:
“Em seu
discurso, Damares Alves também defendeu
as iniciativas tomadas pelo governo para a proteção dos direitos humanos dos
brasileiros durante a pandemia. Apesar da ONU classificar o aumento nos casos
de violência contra a mulher ocorrido em todo o mundo de "pandemia das sombras",
a ministra limitou-se a dizer que, em 2020, o governo brasileiro executou
"o maior orçamento para a área dos últimos cinco anos, com investimento
cinco vezes maior do que o de 2018". Ela não mostrou os números”.
Aqui o Globo afunda ainda mais. Ele poderia ter citado frases da
ministra contra o feminicídio, o assédio sexual, etc. Simplesmente omitiu...
E o grupo Folha, o
que disse?
Eis uma manchete da Folha-Uol:
“Na ONU, Brasil faz discurso descolado do resto do
mundo”
“Participação de
Damares e Ernesto mostra como a postura retrógrada do Itamaraty afastou o país
dos desafios internacionais mais urgentes”.
Lembremos que o aborto é o maior genocídio praticado em todo o mundo.
Para a Folha não tem importância. Não é urgente cessar a matança de
inocentes....
São apenas exemplos que mostram porque a grande mídia a cada dia perde
mais credibilidade.
Fontes:
https://oglobo.globo.com/celina/damares-alves-defende-na-onu-vida-desde-concepcao-24893064
Decidi postar em meu blog e não no FB texto escrito por Marcelo Guterman. Merece estar em um local em que possa ser mais facilmente visto quando desejarmos.
Quer entender a Idade Média? Não será a política ou a economia que nos darão a chave para entende-la. É preciso entender sua mentalidade. Mentalidade que tinha grande amor pelo simbolismo.
Eis um exemplo disso no livro paradidático "A mentalidade medieval", escrito pelo prof. Evandro Faustino:
"Há uma lição da escola medieval que nos mostra bem como se procurava dar simbolismo a todas as coisas. Trata-se de um texto que transcreve o diálogo, sob forma de perguntas e respostas, entre um professor (Alcuíno, que foi um grande filósofo medieval) e seu aluno (Pepino, segundo filho de Carlos Magno). Esse texto mostra muito da visão do mundo daquela época (...) As perguntas são do aluno e as respostas, do professor.
- O que é a escrita?
- É a guarda da história.
- O que é a palavra:
- O delator dos segredos da alma.
- O que é a vida?
- A alegria dos ditosos, aflição dos miseráveis, expectação da morte.
- O que é o homem?
- Servo da morte, caminhante passageiro, sempre um hóspede em qualquer lugar.
- O que é o sono?
- Imagem da morte.
- O que é a liberdade do homem?
- A sua inocência.
- O que é a barba?
- Distinção do sexo, honra da idade.
- O que são os olhos?
- Os guias do corpo, recipientes de luz, indicadores da alma.
- O que é a fisionomia?
- A imagem da alma.
- O que são as mãos?
- Os operários do corpo.
- O que é o dia?
- Estímulo ao trabalho.
- O que é o sol?
- O esplendor da terra, a beleza do céu, a graça da natureza, a glória do dia, o distribuidor das horas.
- O que é a lua?
- O olho da noite, doadora do orvalho, aquela que anuncia as tempestades.
- O que são as estrelas?
- A pintura que adorna o céu, o piloto dos navegantes, o encanto da noite.
- O que é a neblina?
- A noite do dia, trabalho para os olhos.
- O que é a terra?
- A mãe de tudo que cresce, a que alimenta os viventes, o celeiro da vida, a devoradora de todos.
- O que é o mar?
- O caminho da coragem, a fronteira da terra, o hospedeiro dos rios.
- O que são os rios?
- Curso que não se acaba, refeição do sol, irrigação da terra.
- O que é a água?
- Sustentáculo da vida, limpeza das sujeiras.
- O que é a neve?
- Água seca.
- O que são os legumes?
- Os amigos dos médicos, o louvor dos cozinheiros.
- O que é que faz o doce amargo?
- A fome.
- O que é o sonho dos acordados?
- A esperança.
- O que é a amizade?
- A igualdade das almas.
Fonte: Faustino: Evandro. A mentalidade medieval: interpretando a "Canção de Rolando". São Paulo, Moderna, 2001 - 1ª edição, (Coleção Desafio), p. 77-78.
Pedro Demo
"A igualdade é um grito enorme na história. Em seu nome fizeram-se revoluções e as promessas mais radicais. E traduz-se sobretudo na igualdade de direitos. Este sentimento é vivo e penetrante (...).
A história perde-se entre os extremos da excitação da desigualdade e igualdade.(...)
A igualdade é também uma utopia, no que ela tem de proposta irrealizável na sociedade. É uma das mais amarrotadas da história, que aparece certamente como comprovação empírica de uma traição teimosa e sorrateira. Tantas vezes foi prometida, quantas foi solapada. É o reverso da desigualdade, filha esta do poder. Porquanto não pode haver poder, onde não haja quem mande e quem obedeça. A disparidade é componente inevitável"
Pedro Demo, Sociologia, uma introdução crítica, Atlas, São Paulo, 1995, p. 153.
Marxistas procuram tomar o
poder de dois modos: pacificamente, pela democracia, e pela Revolução.
Não é opinião minha. É o que
encontramos nos textos marxistas e até em programas de certos partidos
políticos socialistas ou comunistas.
Outro ponto fundamental do
marxismo é a defesa da luta de classes. Relembro o texto:
"(...) A
história de todas as sociedades passadas é a história da luta de classes.
Com o tempo, o desenvolvimento do capitalismo e a melhora das condições sociais e de trabalho tornou cada vez mais difícil para os marxistas transformar os trabalhadores em revolucionários.
Criaram uma nova tática: criar
e ou exacerbar problemas e conflitos em proveito da própria causa. Inclusive
partindo para a luta armada.
Querem exemplos? Vamos lá.
Um dos mais importantes foi a
questão da raça. Levando em conta injustiças reais gravíssimas como o odioso apartheid, souberam se aproveitar e se
apropriar da causa dos negros por direitos civis e sociais. Nos EUA, principalmente, souberam usar da
influência de Martim Luther King bem como dos movimentos negros radicais, em proveito de seus objetivos maiores.
Em nações em que não era
possível ganhar com a causa da raça criaram polaridades de origem nacional. No
Canadá procuraram ganhar terreno apoiando Quebec contra Toronto.
Na Irlanda foram hábeis em apoiar os católicos injustiçados há séculos pela política inglesa.
Muito católico ingênuo caiu no conto do vigário e partiu para a luta armada. Surgiu o IRA. Exército Republicano Irlandês. Terrorismo que abalou a comunidade britânica por bom tempo.

21/11/1920 - Há 100 anos ocorria o Domingo Sangrento na Irlanda
Aqui entra o Papa João Paulo
II. O que fez ele? Apoiou o terrorismo “católico”?
Nem de longe. Quem inventou a
história que o oprimido tem direito à violência foram os marxistas. Também tese de Malcom
X. Nos meios católicos D. Helder foi quem justificou tal barbárie.
O Papa enfrentou o problema de
frente. Inaceitável a violência criminosa em nome de reais injustiças do
passado.
Não esqueçamos das novas
fontes de discórdias: feminismo desbragado, que odeia homens, casamento e até
crianças; a causa e o lobby LGBT; e, finalmente, a ideologia de gênero.
Os vários tipos de marxismo atribuem todos os problemas existentes como fruto da visão cristã no mundo. A consequência tem sido a intolerância religiosa, a destruição de igrejas e símbolos religiosos, e, em alguns países, até mesmo a morte de fiéis cristãos.
Hoje os líderes revolucionários não mudaram
sua doutrina. Eles só a disfarçam. Exploram todo tipo de injustiça – ou que
afirmem ser injustiça – para avançar com seus ideais.
Precisamos estudar melhor os que pregam o caos. Que vendem ilusões e esperanças. Que sempre prometeram o Paraíso e criaram verdadeiros infernos.
Até quando seremos ingênuos?
Certo dia ele decidiu explicar o ensinamento dos Padres da Igreja sobre
as riquezas e o direito de propriedade. Novidade para mim. No final ele
concluiu que, conforme Santo Ambrósio, enquanto houver uma pessoa passando fome
na terra, não há direito de propriedade... (1)
Fiquei perplexo. Comentei com um amigo. Concordamos que, se fosse
realmente assim, ninguém hoje teria direito à propriedade, dado que há uma
infinidade de gente passando fome. Não fazia nenhum sentido (2).
A perplexidade tinha uma explicação. Eu havia começado a ler encíclicas
sociais no final de 1964 e já tinha lido a Rerum Novarum. Sabia que Leão XIII condenara os males da
Revolução industrial que provocaram a questão social operária, os erros
iluministas e liberais e clamava para que fosse feita justiça aos
trabalhadores. Contudo, ao mesmo tempo, ele havia afirmado que era falsa a suposta
solução proposta pelo socialismo. Este, afirmou o Papa, só deixaria os trabalhadores
ainda mais miseráveis.
De qualquer modo não esqueci da afirmação do padre João sobre os Padres da
Igreja.
Algum tempo depois vim a ter um contato indireto com textos patrísticos ao
começar a ler livros sobre a doutrina social da Igreja. Não era muito diferente
do que ouvira naquela noite em Itaquera. Com efeito, muitas das afirmações que
fazem podem causar estranheza e exprimem ideias que precisam ser entendidas e contextualizadas.
Seguem alguns exemplos.
Textos de
Padres da Igreja
“O
que despoja um homem das suas vestes terá nome de ladrão. E o que não veste a
nudez do mendigo, quando pode fazê-lo, merecerá um outro nome? Ao faminto
pertence o pão que tu guardas. Ao homem nu, o manto que fica nos baús. Ao
descalço, o sapato que apodrece na tua casa. Ao miserável, o dinheiro que tu
guardas enfurnado (3).
Agora um texto de S. Ambrósio:
“Não deveis dizer: “Eu gasto o que é meu, eu gozo daquilo que é meu”. Não: não daquilo que é vosso, mas daquilo que é de outro. Esses bens não vos pertencem: pertencem em comum a vós e a vossos semelhantes, como são comuns o céu e a terra e tudo o mais. (4).
Em princípio, não há como não
reconhecer que os textos assustam. Basta imaginar o que diriam deles se
tivessem sido pronunciados pelo Papa...
De qualquer modo julgo
importante vermos, mais do que a letra, o espírito que os Padres procuravam
incutir em seus fiéis.
Outro texto interessante é de
S.Basílio que faz uma comparação baseada em Cícero, a do egoísta no teatro:
“Tu
és semelhante ao homem que, reservando uma vaga no teatro, queria impedir os
outros de entrar e desejaria gozar só de um espetáculo, ao qual todos têm
direito. Assim são os ricos: dos bens comuns que abarcaram, eles se decretam
donos por terem sido seus primeiros ocupantes”. (5)
Mas, voltemos à questão. Como
conciliar tais posicionamentos com o direito particular de propriedade? Os
autores que pesquisamos concordam que tais leituras precisam ser feitas
corretamente.
Pierre Bigo aborda outro ponto
que vai dar um matiz à questão:
“Mas
existe também o direito de posse. Sobre esse ponto os Padres são também
unânimes. Os ricos podem salvar-se. Ao redor do ano 200, Clemente de Alexandria o afirmou numa célebre homilia (6) (na qual explica como o rico pode ser salvo)
e a lição será muitas
vezes retomada. Mas ele busca a salvação do rico na linha que será de todos os
Padres: o desapego do coração e a renúncia real aos bens que ultrapassem as
necessidades pessoais”
Camacho também aprofunda a
questão quando discute a questão dos bens materiais
“Os Padres (...) não
consideram os bens materiais maus em si. (...) Tomemos como paradigma a
sugestiva argumentação de S. Basílio. Para ele, os bens são naturalmente bons,
primeiro porque foram criados por Deus e, segundo, porque “o mandamento de Deus não nos ensina que devemos rechaçar os bens e
fugir deles como se fossem males, mas que os administremos”. Portanto “aquele que se condena, não se condena
absolutamente porque possuía bens, mas porque avaliou erradamente o que tinha e
não o usou bem” (7).
Camacho vai sintetizar a
questão relacionando a visão dos Padres com o problema de nossa natureza
decaída:
“A
doutrina dos Padres da Igreja, com relação à propriedade, pode ser resumida nos
seguintes termos: a intenção primeira de Deus era a destinação de tudo a todos.
O que era de direito natural era a apropriação social. A apropriação pessoal,
na mente dos mesmos Padres, era uma derrogação da lei primitiva, derrogação
exigida pelo pecado.
Deus
destina os bens da terra à fruição de todos os seus filhos. Mas essa fruição
pacífica tornava-se impossível pelo pecado, que desperta no homem os instintos
egoístas. A apropriação coletiva dos bens pelo homem inocente transformava-se
numa causa de tensões intoleráveis entre os homens marcados pelo pecado,
ameaçando a própria sobrevivência da espécie que emergia para a grande aventura
humana (8)
Os Padres escreveram quando
ainda vigia o Império Romano baseado, entre outras coisas, na escravidão. Naturalmente
não tinham uma série de conhecimentos de economia que temos hoje. Contudo, não
temos dúvida em afirmar, que suas preocupações sociais, mais a evangelização dos
bárbaros, e o papel desempenhado pela Igreja na derrocada do Império Romano, contribuíram
para que fosse sendo mudado e humanizado o direito e o uso da propriedade. Se na
Antiguidade havia uma enorme população de escravos, depois, na Idade Média,
eles gradualmente tornaram-se servos da gleba e tinham determinados direitos
reconhecidos. E depois do ano 1000 aumentou consideravelmente o número de
homens livres e proprietários.
De qualquer modo os manuais de
doutrina social da Igreja afirmam que será S. Tomás quem conseguirá harmonizar
os pontos aparentemente divergentes do ensinamento dos Padres.
Notas:
1.
Chamamos de
«Padres da Igreja» (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja,
aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente
como que «Pais» da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os
conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram
responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; sem dúvida,
são a sua fonte mais rica. (https://cleofas.com.br/os-santos-padres-da-igreja )
2. Em nossos dias, quando se fala em direito de propriedade
rejeitado pelo socialismo e pelo comunismo não estamos nos referindo a bens de
uso, bens pessoais, que não são negados por praticamente ninguém, mas a que
ficou conhecida como propriedade privada dos bens de produção. Por exemplo uma
indústria, uma rede de comércio, o agronegócio, a padaria da esquina. Tivemos
países socialistas que não aboliram pequenas e médias propriedades. Razão
tática, não de princípios.
3. Homilia6.
Contra a riqueza. 7. “Ricos e pobres”,pág. 76.pág 31, 277. In Pierre Bigo: a
doutrina social da Igreja, São Paulo, Loyola, 1969, p. 41, 42,
4.
Homilia 10, PG 61, 86
in Pierre Bigo..op.cit.,p. 42.
5.
Hom. 6.6. in Pierre
Bigo, op. cit, p. 42.
6.
( Homilia “Que rico pode ser salvo” ver Bigo op.cit.,p.
44,45) – a frase entre parênteses e em negrito é do site para dar maior
clareza.
7. ). (13, S.
Basílio, regras breves, in Práxis Cristã, Opção pela justiça e liberdade, São
Paulo, Paulinas, 1988, p. 55).
8.
Pierre Bigo e
Fernando Bastos. Fé Cristá e Compromisso Social, 2ª edição, São Paulo,
Paulinas,1993, p. 172.
Eduardo Affonso